Toda a espera pela sequência de Deadpool valeu a pena, pois ela realmente superou as expectativas.Todas elas!

 

Que o segundo filme é melhor que o primeiro é inegável, de fato, mas era de se esperar que os produtores aprendessem com o primeiro filme, refizessem tudo o que deu certo e acrescentassem o necessário para fazer uma sequência ainda melhor. E, mesmo que realmente tenha ficado melhor, não espere por algo mirabolante, pois, como o próprio protagonista diz, “o roteiro é preguiçoso”, mas, ainda assim, é muito bom e funciona muito bem pra franquia. E, como se não bastasse, o filme ainda tem uma das melhores cenas pós-créditos da história da Marvel, e eu falo com tranquilidade.

Ryan Reynolds está excepcional no papel de Wade (Deadpool), trazendo um lado emocional do personagem que ainda não conhecíamos. E, mesmo com esse lado sendo mostrado, o humor não esfria um segundo sequer; muito pelo contrário, uma vez que a interação com o público e as referências cada vez mais geniais são de prender sua atenção a cada segundo do filme. Para agregar ainda mais à atuação de Reynolds, temos Morena Baccarin (Vanessa) que interpreta sua namorada, que tem menos destaque nesse filme que no primeiro, mas, ainda assim, é importantíssima para o desenrolar da trama. Josh Brolin fica com o papel do (quase) vilão Cable, que consegue despertar no expectador vários sentimentos, mas vamos deixar você descobrir quais são eles. O elenco também conta com Zazie Beetz como uma Dominó nada parecida com a dos quadrinhos o que foi perfeito para o filme, que deu espaço para críticas raciais muito bem colocadas — e também com Brianna Hildebrand, que já conhecemos como Negasonic e que volta nessa sequência com uma namorada.

Se eu tivesse que apontar problemas no filme, eles seriam os efeitos especiais e a montagem de algumas cenas, que deixou a desejar, mas que, ainda assim, não atrapalha o todo. E uma das melhores coisas do longa é a trilha sonora, que veio mesclando clássicos dos anos 80 com hip-hop e até dubstep.

Mesmo com o início mais lento, o filme logo se desenvolve a partir de cenas de ação de tirar o fôlego, e, para somar ainda mais a isso, todas as cenas com a X-Force e o Cable funcionam muito bem, com ótimas referências à HQ. Falando nisso, Deadpool se passa, de certa forma, em uma linha paralela à dos filmes dos X-Men, e, mesmo assim, a ligação entre as franquias fica mais óbvia. Mas, talvez, os mutantes não estejam assim tão fiéis à HQ quanto o resto do filme, o que impede que as franquias se unam de vez.

Mesmo com o roteiro fraco a produção é bem coesa, e Deadpool 2 não se contém e mostra realmente para o que veio. Com muitas referências aos X-Men e à cultura pop, o filme é marcado por momentos de humor, ação e drama, na medida certa.

Deadpool 2 estréia dia 17 de maio de 2018, mas já estará disponível em algumas salas de cinema no dia 16 de maio.