As animações 3D que me desculpem, mas 2D tem o seu charme, por isso que logo de cara me apaixonei pelo Cuphead, jogo indie impressionante de run and gun, lançado pelo Studio MDHR. Criado pelos irmãos canadenses Chad e Jared Moldenhauer, Cuphead é inspirado nas animações do anos 30, recheado de referências da época como Mickey, Betty Boop e Pica Pau, com direito a uma trilha sonora original de jazz, composta por Kristofer Maddigan.

O enredo do jogo é bem simples: Cuphead, um menino com cabeça de xícara capaz de atirar projéteis de seu dedo, precisa derrotar uma série de 28 chefes para pagar uma dívida adquirida com o diabo.

É muito interessante o quão parecido com um desenho animado esse jogo é, o que nos deixa com essa impressão é um conjunto entre as animações feitas quadro a quadro, a forma como os diálogos são escritos, na própria premissa da história – o quão apropriada e clássica é uma trama de luta contra o diabo? – e especialmente a música. A trilha sonora faz com que as lutas contra chefões seja empolgante, com músicas que você ouviria no rádio se viajasse no tempo para o Kentucky em 1932.

Já a jogabilidade, meus caros, é pra quem tem sangue frio e paciência, porque a morte é inevitável e em largas quantidades. A jogabilidade de Cuphead bebe muito de fontes clássicas do gênero de tiro com plataforma, como Mega Man e Contra, então se você jogou pelo menos esses dois, vai se sentir em casa. Caso contrário, não tem problema, porque os controles são bem fáceis. Também é possível jogar com um amigo no local (infelizmente não tem online), mas o modo cooperativo pode ser uma faca de dois gumes, e acabou me parecendo um desafio à parte, na verdade.

Jogar “de dois” deixa jogo fica ainda mais confuso. Como se não bastasse a quantidade de projéteis e inimigos que aparecem na tela, ainda ter mais um jogador pulando e atirando torna as fases bastante difíceis de acompanhar.

Cuphead está disponível para Xbox One e PC. Este review foi feito com uma cópia do jogo cedida pela Microsoft.