Quando pensamos em 3D geralmente pensamos em televisores maravilhosos, óculos VR, salas de cinema, impressora. O que provavelmente você não sabe é que seus tataravós já se divertiam com imagens tridimensionais muito antes da invenção da TV, dos PC’s e até mesmo do cinema.

Existe um aparelhinho conhecido como estereoscópio, idealizado pelo cientista britânico Charles Wheatstone cuja ideia surgiu primeiramente em 1838. Tratava-se de um protótipo modesto, utilizado para visualização das chamadas “imagens estéreas” – que nada mais são do que duas fotografias iguais, porém em ângulos ligeiramente diferentes, que quando vistas juntas pelo olho humano dão impressão de tridimensionalidade.

E hoje acompanhamos a velocidade simplesmente abusrda que o cenário tecnológico evolui. E é comum que invenções “revolucionárias” sejam descartadas e esquecidas após poucos tempo – ou então sejam completamente remodeladas e relançadas com um conceito parcialmente diferente. E isso acontece muito com o 3D.

O primeiro grande destaque que tivemos com o 3D foi com o filme “Avatar” em 2009 de James Cameron trazendo o incrível universo de “Pandora” para nossa frente. O longa arrecadou quase 2,8 bilhões de dólares em todo o mundo. O valor oficial para a produção de “Avatar” foi estimado em mais de 400 milhões de dólares. O filme é considerado um dos mais caros da história do cinema.

Foi incrível, foi lindo, as criaturas eram incríveis e as cores eram fabulosas! Estávamos de fato, entrando na primeira geração que o 3D iria interagir com o espectador. Mas ai ficou chato. O 3D não sofreu grandes revoluções (pelo menos dentro da indústria cinematográfica) e passou a ser um elemento para aumentar os valores dos ingressos.

Vocês vão concordar comigo que alguns filmes são bem melhores no bom e velho 2D.

Quando o VR apareceu, novas possibilidades do 3D surgiram e com ela novas maneiras de se pensar o 3D. Se antes ele era algo complementar, aos poucos o 3D vai se tornando um dos principais elementos de imersão digital e nós amamos. O 3D rapidamente se fundiu com a imersão.

O efeito de imersão 3D vai ser ainda maior com a chegada do áudio binaural para alguns headsets. Com o avanço tecnologico e principalmente com a concorrência entre as grandes marcas. Que buscam criar produtos com experiências diferentes, sensações diferentes, valores diferentes e acreditem, quem ganha são os consumidores.

Mas na publicidade o 3D ainda não estava sabendo muito bem como trabalhar para divulgação de produtos e serviços. Algumas marcas até se arriscaram em criar anúncios com o uso do 3D, mas a mensagem era vaga e parecia que a marca só queria fazer parte da “turma do 3D” para não se sentir isolado ou fora da tendência tecnologica. De fato isso ainda é um desafio.

Mas apareceu a empresa que não sabe brincar,  “Coca-Cola”, e resolveu colocar um painel 3D no meio da Times Square com um anúncio da sua já conhecida comunicação “viva o lado coca-cola da vida” e pronto.

O 3D não é apenas um 3D, ele fala além da mensagem. As formas criam sensações e te conectam com todas as mensagens propostas nesse anúncio. Confiram no vídeo a seguir:

 

A tecnologia nos conecta com sensações e interatividade que ainda não conheciamos. Entender como ela se comunica conosco para conseguir repassar uma mensagem para um todo não é uma tarefa fácil, mas é uma tarefa importantissima que precisamos prestar mais atenção. Usar a “tecnologia” apenas por usar a “tencologia” é como ter um smarthphone apenas para fazer e receber ligações sem entender as possibilidades desse aparelho.

 

 

Não é verdade?! 😀